Navio histórico que afundou no Porto de Santos passará por teste de reflutuação; entenda

Entenda o que aconteceu com o navio

O navio Prof. W. Besnard afundou no cais do Valongo no Porto de Santos, em decorrência do acúmulo de água da chuva, no início de março. O incidente ocorreu em 13 de março e, embora parte da embarcação ainda esteja acima da superfície, uma boa parte ficou submersa, pois tocou o fundo do estuário. O evento gerou mobilização das autoridades locais, levando a Capitania dos Portos a declarar estado de emergência e, consequentemente, a Autoridade Portuária de Santos (APS) contratou a empresa Marfort Serviços Marítimos para realizar a recuperação do navio.

A importância do navio Prof. W. Besnard

O Prof. W. Besnard não é apenas uma embarcação qualquer; ele é considerado um navio histórico, tendo sido construído sob encomenda do governo de São Paulo em 1966. Durante sua trajetória, o navio participou de expedições na costa brasileira, além de ter feito mais de 260 viagens para ajudar na formação de pesquisadores, permitindo a coleta de dados em mais de 10 mil pontos para estudos científicos. Ele também foi crucial para as primeiras pesquisas brasileiras na Antártica. Com essa rica história, sua recuperação se torna uma prioridade tanto pela sua importância quanto pela preservação do patrimônio.

Como está a operação de reflutuação

A operação de reflutuação do Prof. W. Besnard está programada para ser realizada na próxima semana, dependendo das condições de maré. O custo estimado para este salvamento é de R$ 8,6 milhões. A empresa Marfort, responsável pela operação, já está implementando os preparativos necessários, o que inclui a vedação do navio e a instalação de 13 bombas de sucção para retirar a água acumulada na embarcação. A remoção da água permitirá que o ar entre no casco, ajudando o navio a reflutuar de forma natural.

navio que afundou no Porto de Santos

Custos envolvidos na recuperação

A operação de reflutuação do navio está orçada em R$ 8,6 milhões, um investimento significativo que reflete a complexidade do trabalho e a importância da embarcação. Esse custo inclui não apenas a operação em si, mas também a logística necessária para a recuperação. É importante ressaltar que a execução do serviço requer que as condições das marés sejam favoráveis, já que a maré baixa é crucial para o funcionamento das bombas e para a preparação do navio para ser reflutuado.

Desafios enfrentados pela equipe técnica

A equipe técnica que opera na reflutuação do Prof. W. Besnard enfrenta diversos desafios. Um deles é a janela de oportunidade que a maré oferece, que deve ser suficientemente longa para permitir que todas as bombas sejam acionadas e a operação de recuperação commence. Como comentado pelo diretor da Marfort, Alexandre Salamoni, a maré tem apresentado períodos baixos entre 30 e 40 minutos, o que não é suficiente para iniciar a operação. A previsão é que na próxima semana, entre os dias 11 e 14, as condições melhorem e permitam a execução do serviço.



Expectativas para a próxima semana

As expectativas para a próxima semana são otimistas, pois os especialistas acreditam que a maré ficará baixa o suficientemente longa para que a operação de reflutuação ocorra. A equipe da Marfort acompanha de perto as previsões de maré e está preparada para agir assim que as condições forem propícias. O planejamento meticuloso e a comprometimento da equipe reforçam a esperança de uma recuperação bem-sucedida do navio.

O que acontece após a reflutuação

Após a bem-sucedida reflutuação do navio, um processo de inspeção será realizado por profissionais qualificados para avaliar as condições estruturais da embarcação. A equipe irá verificar se o casco está intacto e se a embarcação apresenta condições adequadas de navegabilidade. Uma vez que essa inspeção for concluída, o Prof. W. Besnard será levado para o estaleiro, onde sua situação será analisada para determinar os próximos passos em sua recuperação e utilização.

História do navio Prof. W. Besnard

O Prof. W. Besnard foi construído por encomenda do governo paulista e lançou-se ao mar em 1966, desde então, sua trajetória é marcada por diversos feitos notáveis. O navio é reconhecido, entre outras coisas, por suas expedições científicas que proporcionaram um avanço significativo no conhecimento da costa brasileira e da Antártica. Durante os anos 90, passou por duas reformas importantes e enfrentou um grande incêndio em 2008, o que agravou sua situação. Em 2018, após ser doado à ONG Instituto do Mar (Imar), o navio passou por reformas, mas, devido a questões financeiras e administrativas, ficou sem operação até o seu afundamento.

Impacto no Porto de Santos

O afundamento do Prof. W. Besnard causou grande preocupação entre as autoridades portuárias, não apenas pela perda de um importante patrimônio histórico, mas também pelo potencial impacto nas operações do Porto de Santos. A situação exigiu uma resposta rápida para evitar que o incidente causasse transtornos nas atividades de carga e descarga, uma vez que a área é vital para o transporte marítimo e a economia da região. A recuperação do navio é crucial para restabelecer a normalidade no porto.

Como acompanhar a operação

Para aqueles que desejam ficar por dentro do andamento da operação de reflutuação do Prof. W. Besnard, diversas fontes de informação estão disponíveis. A Autoridade Portuária de Santos (APS) e a empresa Marfort, responsável pela operação, devem fornecer atualizações através de comunicados à imprensa e em suas plataformas digitais. Além disso, as emissoras locais podem cobrir a operação, oferecendo transmissões ao vivo e reportagens sobre os progressos na recuperação do navio. Para se manter informado, as redes sociais também podem ser uma maneira útil de seguir os desdobramentos.



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